Ansiedade no trabalho

Por Alan Galusni (*)


Atualmente, diversos profissionais se enxergam engolidos por uma rotina de prazos curtos, inúmeras tarefas e compromissos assumidos com chefes e clientes. A sensação é a de que o dia não tem o número de horas suficientes e nem todos lidam bem com tanta pressão: quando o indivíduo se dá conta, os pensamentos estão desorganizados, a agitação domina seu corpo e o peito parece apertado, sintomas típicos da ansiedade.
Considerada como o mal do século XXI, a ansiedade causa bastante preocupação nas organizações: são cada vez mais comuns os exemplos de colaboradores que passam noites sem dormir, preocupados com a possibilidade de não conseguirem executar todas as tarefas e cumprirem todos os prazos.
Como complicador, ainda há a instabilidade do cenário econômico, que contribui para que a estabilidade no emprego se torne uma incerteza com a qual o trabalhador precisa lidar diariamente. Algumas empresas já se atentam à necessidade de encontrar soluções, juntamente com seus colaboradores, porém, há o grande desafio detectar os ansiosos, já que estes sentem vergonha em falar sobre o seu caso. A falta de tratamento adequado pode desencadear na diminuição de seu desempenho e de rentabilidade para a companhia.
Em um momento tão complexo, os gestores de RH devem encontrar maneiras de identificar o problema sem a necessidade do colaborador se manifestar sobre o assunto. Para isso, é necessário manter olhos e ouvidos bem abertos e contar, inclusive, com a sensibilidade. A pausa para o cafezinho, momento em que pessoas ficam relaxadas, pode se tornar uma oportunidade para entender os anseios e pensamentos dos colaboradores.
Já existem empresas que trabalham na prevenção da ansiedade, incentivando seus funcionários a aderirem a programas de lazer e relaxamento, como a prática de atividades físicas, inclusive, no local de trabalho. Também há exemplos de organizações que procuram proporcionar ao colaborador um ambiente mais leve, o que traz a sensação de segurança e bem estar, essenciais para diminuir a pressão e, consequentemente, a ansiedade.
(*) Alan Galusni - coordenador do CST em Recursos Humanos da Faculdade Anhanguera de Campinas – unidade Taquaral

 
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